O brilho do escorpião

A Lua (satélite natural da Terra) é um corpo celeste sem luz própria. É bem provável que qualquer pessoa sabe que o a luz do luar é proveniente do reflexo da luz do Sol sobre ela, projetando-se na Terra.

Alguns organismos, possuem a capacidade de emitir luz própria, um fenômeno conhecido como bioluminescência (confira o post “Luz viva” aqui no blog Histórias Naturais). Embora erroneamente considerados como bioluminescentes, a luz emitida pelos escorpiões tem uma certa semelhança com o que ocorre com a Lua. Continuar lendo

Lobo em pele de cordeiro

Uma fábula antiga conta a estória de um lobo que certa vez encontrou a pele de um cordeiro. O lobo então teve a ideia de utilizá-la como disfarce para conseguir comida mais facilmente, podendo assim chegar mais perto do rebanho e poder escolher a presa que quisesse sem ser percebido.

Essa estratégia também é utilizada por um inseto, como descrito em um recente artigo.

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As Manchas do Leopardo

Quase todos já devem ter lido (o livro) ou visto (o desenho ou o filme) sobre a história de “Mowgli, o menino lobo” no “Livro da Selva” (“The Jungle Book“). O “Livro da Selva” foi publicado pelo poeta inglês Rudyard Kipling (1865-1936) em 1894. Sendo a mais conhecida, entre outras histórias, a da criança perdida na selva indiana que cresceu sendo cuidada por lobos.

Além do seu livro mais famoso, Kipling também escreveu uma série de outros ótimos livros, entre eles um que destaco especialmente pelo aspecto naturalista das estórias que muitas vezes parecem relatos científicos da história natural e evolução de muitos animais. O livro em questão é o “Histórias Assim” (“Just So Stories for Little Children“, de 1902) que conta várias histórias onde o autor explica como alguns animais adquiriram suas formas, características e comportamentos atuais.

Por conta de suas excelentes estórias, Kipling foi premiado com um Prêmio Nobel de Literatura em 1907. Entre as tantas histórias, uma que se destaca é aquela onde o autor conta “Como o Leopardo Ganhou Suas Pintas” para poder caçar na floresta. Apesar de ficcional a história tem “um fundo de verdade evolutiva”.
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Parceiros, mas nem tanto

É importante poder contar com parceiros para enfrentar os desafios que a vida nos impõem. Alguns parceiros são simplesmente indispensáveis, ao passo que outros podem ser apenas temporários. Na natureza, os organismos também formam parcerias importantes.

Parceiros nem sempre são exclusivos e dois organismos diferentes podem ter o mesmo parceiro sem que haja prejuízo para nenhuma das partes. Na natureza, a parceria entre as abelhas e plantas, para a realização da polinização, é um exemplo bastante conhecido. Contudo, às vezes é preciso ter algo mais para que esse compartilhamento funcione. Esse mecanismo ocorre entre espécies de um grupo de plantas bastante conhecido: as orquídeas.

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Luz viva

A luz sempre foi um elemento importante em vários aspectos. Nós humanos, principalmente, dependemos muito da luz e da iluminação. Muitas pessoas, inclusive, em situações de ausência de luz sentem muito medo do escuro (nictofobia).
No mundo natural a luz também é muito importante. A luz do sol, por exemplo, é essencial para a sobrevivência da vida na Terra em geral, pois a mesma é necessária para a produção de carboidratos pelas plantas, utilizando a energia luminosa, o que produz boa parte da biomassa utilizada por outros organismos.

Contudo, o sol (e as estrelas em geral) não é a única fonte de luminosidade no mundo natural. Alguns organismos possuem suas próprias fontes de luz! Continuar lendo

Sangue real

Rei Arthur (quadro de Frank Dicksee)

Todo mundo sabe que o termo “sangue azul” faz referência à nobreza. Esse termo tem origem, segundo a teoria mais aceita pelos etimologistas, na Espanha do século 6, tendo surgido num contexto de preconceito étnico, religioso e cultural. Segundo o etimologista Deonísio da Silva, da Universidade Estácio de Sá, “faz referência à cor clara da pele, sob a qual destacavam-se veias e artérias azuis – quase invisíveis na pele de mouros e judeus, constantemente expostos ao sol durante o trabalho.”

Obviamente, nenhum membro da realeza possui sangue azul, todos possuem sangue vermelho. Contudo, alguns animais possuem o sangue do tipo diferente do que se acha ser o convencional sangue vermelho. Alguns animais, por exemplo, realmente têm sangue azul, mesmo não pertencendo à nenhuma nobreza.

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Batalha entre dois Reinos

Leônidas nas Termópilas, por Jacques Louis David, 1814. Uma justaposição de vários elementos lendários e históricos da Batalha das Termópilas.

No ano 480 a.C. ocorria na Grécia uma batalha épica, travada entre dois reinos distantes. De acordo com o historiador Heródoto de Halicarnasso, 300 espartanos lutaram, sob o comando do rei Leônidas I, contra o exército persa liderado por Xerxes. Esse episódio da História ficou conhecido como a “Batalha das Termópilas” e até hoje ainda é lembrada. Essa batalha foi magistralmente recontada na obra em quadrinhos de Frank Miller, intitulada “300” e que foi também recentemente transformada em filme (com direção de Zack Snyder).

No mundo natural são travadas muitas batalhas épicas, porém um exemplo delas chama a atenção por também serem travadas por organismos de dois Reinos distantes.

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